É podando que brota

É podando que brota

Categoria(s): Arquivo, Plantando Águas

Publicado em 27/01/2020

Texto: Marina Vieira | Ilustrações: Patrícia Yamamoto

 

Poda de formação

Serve para orientar o crescimento e fazer com que os ramos sejam bem distribuídos. No primeiro ano de plantio é feito um corte no caule central (ou apical) em uma altura que pode variar entre meio e um metro, dependendo da espécie e do lugar. Esta poda serve para favorecer o crescimento de galhos laterais. De preferência deve-se deixar quatro galhos, saindo de alturas diferentes e em direções opostas. Estes galhos quando atingirem comprimento de cerca de meio metro devem ser podados nas pontas para favorecer o crescimento dos galhos laterais. O ideal é que a planta fique com um formato de taça.

 

Poda de limpeza

O objetivo é retirar galhos secos, os galhos “ladrões” (que apontam para cima, dificultando a distribuição de seivas para os galhos produtivos) e os que entram para dentro da “taça”, o que prejudica a iluminação e aeração da planta. Vale lembrar que quando falamos de frutíferas agroflorestais é provável que o sistema já possua uma luminosidade relativamente menor que pomares convencionais a pleno sol. Dessa forma, a poda de limpeza deve ser realizada com maior frequência.

Poda de frutificação

O famoso “depende”. Esta poda, feita apenas nas frutíferas de clima temperado (mais frio), é feita quando as plantas estão em repouso, a fim de eliminar ramos antigos, que deram frutos no ano anterior, permitindo que os ramos novos carreguem com mais força. Espécies como figueira frutificam em ramos novos, com um ano desenvolvimento. Outras como a lichia desenvolvem os frutos tanto nos ramos em desenvolvimento, como em ramos maduros e nas pontas dos ramos novos. Como cada espécie tem uma necessidade própria, é necessário o conhecimento de todas as espécies que compõe o sistema agroflorestal que se pretende trabalhar.

Tag(s): poda de planta, ecologia

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