Perguntas Frequentes

A Iniciativa Verde não possui um programa de voluntariado para atividades de plantio em campo, pois nossos projetos são conduzidos por equipes técnicas especializadas para garantir qualidade e eficácia na restauração. No entanto, em projetos específicos financiados por editais que preveem esse tipo de intercâmbio, podemos envolver comunidades locais em ações de voluntariado, sempre com supervisão técnica e respeitando as diretrizes de cada projeto. Essas oportunidades são pontuais e divulgadas conforme surgem. Para o apoio voluntário contínuo, empresas e pessoas físicas podem contribuir por meio dos programas Amigo da Floresta (patrocínio de florestas) e Carbon Free (compensação de emissões).
Não comercializamos mudas diretamente. A Iniciativa Verde é uma organização de restauração florestal, e nosso foco está em projetos de plantio em larga escala. Para isso, adquirimos mudas de viveiristas, gerando renda para comunidades locais. Não realizamos venda avulsa de mudas para pessoas físicas ou para plantios isolados.
Nossos projetos de restauração são prioritariamente em áreas rurais, com foco em Áreas de Preservação Permanente (APPs), propriedades rurais e Unidades de Conservação. Isso porque a restauração ecológica de grande escala, que é a nossa especialidade, exige áreas extensas e condições específicas de solo e paisagem, geralmente encontradas no ambiente rural. Não atuamos com arborização urbana ou jardins.
Sim, realizamos projetos de restauração em parceria com proprietários rurais. No entanto, nossos projetos são conduzidos por meio de programas estruturados, como o Programa Nascentes (em parceria com o governo do estado de São Paulo) ou por meio de compensação ambiental voluntária (Carbon Free e Amigo da Floresta). Não executamos projetos avulsos ou para proprietários individuais fora desses modelos. A melhor forma de iniciar essa conversa é entrando em contato conosco para entendermos as características da sua área e as possibilidades de parceria.
A Iniciativa Verde atua predominantemente dentro do bioma da mata atlântica, com foco no estado de São Paulo e no sul de Minas Gerais, na região da Serra da Mantiqueira, porém tem projetos em parceria com outras instituições no cerrado paulista também. Os restauros são feitos em áreas de preservação permanente em propriedades rurais e Unidades de Conservação.
A compensação dentro do programa Carbon Free é voluntária e começa com a mensuração das emissões de gases do efeito estufa relacionadas a um produto ou atividade. Os valores são convertidos em carbono equivalente e então é calculada a área de floresta na Mata Atlântica necessária para absorver e estocar esse carbono. O padrão Iniciativa Verde de compensação de emissões e restauro florestal visando a fixação de carbono atmosférico segue as diretrizes estabelecidas pelo Protocolo Carbon Free, formulado com o intuito de estabelecer orientação para projetos voluntários de reflorestamento para compensação de emissões de gases de efeito estufa. Estes restauros têm por objetivo não só remover e estocar carbono da atmosfera, mas agregar valores que ampliem a qualidade ambiental de paisagens rurais, maximizando benefícios para a biodiversidade, recursos hídricos e conservação do solo.
As emissões de gases do efeito estufa são estimadas a partir de bases de dados como o GHG Protocol, adaptado para o Brasil pela Fundação Getúlio Vargas, e outras pesquisas científicas.
O preço "por árvore" nos programas da Iniciativa Verde é uma média do custo das atividades de plantio ou semeadura, manutenção e monitoramento dentro de uma área inteira de restauração. Inclui gastos como cercamento da área, tratamento do solo, combate a pragas, compra de mudas ou sementes, reparo de danos causados por animais, incêndios ou outros fatores. E ainda o acompanhamento técnico da área até que ela atinja os parâmetros necessários para ser considerada uma floresta independente, capaz de continuar a se desenvolver sozinha.
O restauro florestal é projetado levando-se em conta critérios de máxima diversidade de espécies estabelecidos pela Secretaria de Meio Ambiente do Estado de São Paulo (Resolução SMA Nº 32 DE 03/04/2014) e respeitando as características do ecossistema local. Sempre são plantadas espécies nativas, respeitando critérios de divisão por classe de sucessão e condições específicas do local escolhido, visando restaurar a vegetação nativa da área ao mais próximo possível de sua condição original.