Um ano que pediu resiliência

Um ano que pediu resiliência

Categoria(s): Arquivo

Publicado em 20/12/2019

No começo de 2019, a equipe da Iniciativa Verde se reuniu para definir as dinâmicas de trabalho dos próximos 12 meses. Estávamos na metade do nosso projeto Plantando Águas, com muita coisa ainda para acontecer, e, apesar da incerteza diante dos novos governos eleitos, o número e tamanho de projetos voluntários no Carbon Free e no Amigo da Floresta havia aumentado, criando uma boa expectativa para crescer ainda mais.

E então, enquanto dávamos seguimento aos projetos já existentes e criávamos novos, acompanhamos a série de tragédias ambientais que assolaram o país - rompimento da barragem em Brumadinho, desmatamento e queimadas na Amazônia, e o óleo no litoral do Nordeste.

A Amazônia, claro, nos tocou de perto. Uma notícia dizia que apenas uma das áreas perdidas no Pará tinha aproximadamente 2 milhões de árvores. Quase o mesmo montante que a Iniciativa Verde levou 14 anos para plantar. Como não desanimar diante dessa comparação?

Só encontramos a resposta quando voltamos nosso olhar para o chão, para as pessoas com quem trabalhamos. Pelo Plantando Águas, por exemplo, foram 438 famílias, e 369 fossas biodigestoras instaladas. Pode parecer pouco perto da dimensão da falta de saneamento na zona rural, mas cada uma daquelas casas não vai mais contaminar o solo e a água com esgoto da privada, o que afeta diretamente a saúde e qualidade de vida das gerações atuais e das próximas que morarem ali.

As 30 famílias e 36 hectares do Carbon Free Amazônia são pequenos se comparados com o tamanho da floresta, com o número de assentados na Transamazônica ou com a própria cidade de Altamira, uma das maiores do mundo em extensão. Mas para o seu Matias, para o Ivan dos Santos, para Iracema e para seu Narciso, significam assistência técnica constante que antes eles não tinham. Significa uma possibilidade de aumentar a renda, de recuperar os igarapés de suas propriedades e criar condições mais atrativas para seus filhos e netos viverem daquela terra sem precisar desmatar mais floresta.

E foi assim, juntando pequenas contribuições de pessoas como o fotógrafo Luciano Candisani, que compensou sua pegada pessoal de carbono com a Iniciativa Verde, de campanhas voluntárias como a feita pelo Army Help the Planet, e das tantas empresas e parceiros que estiveram conosco que chegamos ao final de 2019 cheios de realizações.

O Plantando Águas ganhou dois prêmios, um da Fundação Banco do Brasil e um internacional, da Energy Globe, e chegou ao final de sua segunda fase de patrocínio com todas as metas cumpridas. Embarcamos na iniciativa Caminhos da Semente e começamos a testar o plantio de muvuca, ou semeadura direta, nos projetos de restauração. Fortalecemos nossa participação no plano Conservador da Mantiqueira e adicionamos uma nova área de atuação na região, com novos parceiros. Captamos recursos para restaurar 168 hectares no âmbito do Programa Nascentes, que abrigarão em média 280.000 árvores nativas da Mata Atlântica, além de contribuírem para a manutenção de uma política pública efetiva. Participamos de eventos importantes, como a COP 25, Conferência do Clima da ONU, em Madri.

Seguimos para 2020 com essa perspectiva, de que ninguém é pequeno demais para fazer a diferença. Vamos juntos?

 

Acesse o relatório completo em www.iniciativaverde.org.br/quem-somos-documentos.

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